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O meu pensamento

O meu pensamento

Red velvet and stiletto heels

Setembro 10, 2019

Isis Erzsébeth Báthory

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You feel the ecstasy as you watch me 

Lick my sour apple lollipop 

Return the kindness by having a slice 

of my homemade red velvet.

Get down on all fours and get real high with me

and please me real well.

Clueless love

Setembro 09, 2019

Isis Erzsébeth Báthory

man-with-sleep-paralysis-recreates-his-nightmares-

I left my majestic cloak by the edge of your bed

Like a cold warning to any unwanted competitors 

That I exist in your life.

My mind and heart are constantly overwhelmed

With confusing visions of both happiness by your side

or a sad dance on a grave.

Do you feel equally insecure in us?

Or are my insecurities unreasonable?

Have I caught a lie of yours or were you just confused?

Do you know what you want from me?

When I try to flee you hold my arm and tell me to stay beside you

If I come close to you, you make me feel unwanted

And politely discharge me

Are you playing me?

 

Poema do Silêncio

Agosto 17, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

Sim, foi por mim que gritei.

Declamei,

Atirei frases em volta.

Cego de angústia e de revolta.

 

Foi em meu nome que fiz,

A carvão, a sangue, a giz,

Sátiras e epigramas nas paredes

Que não vi serem necessárias e vós vedes.

 

Foi quando compreendi

Que nada me dariam do infinito que pedi,

- Que ergui mais alto o meu grito

E pedi mais infinito!

 

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,

Eis a razão das épi trági-cómicas empresas

Que, sem rumo,

Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...

 

O que buscava

Era, como qualquer, ter o que desejava.

Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,

Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

 

Que só por me ser vedado

Sair deste meu ser formal e condenado,

Erigi contra os céus o meu imenso Engano

De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

 

Senhor meu Deus em que não creio!

Nu a teus pés, abro o meu seio

Procurei fugir de mim,

Mas sei que sou meu exclusivo fim.

 

Sofro, assim, pelo que sou,

Sofro por este chão que aos pés se me pegou,

Sofro por não poder fugir.

Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

 

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!

(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)

Senhor dá-me o poder de estar calado,

Quieto, maniatado, iluminado.

 

Se os gestos e as palavras que sonhei,

Nunca os usei nem usarei,

Se nada do que levo a efeito vale,

Que eu me não mova! que eu não fale!

 

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,

Era por um de nós. E assim,

Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,

Lutava um homem pela humanidade.

 

Mas o meu sonho megalómano é maior

Do que a própria imensa dor

De compreender como é egoísta

A minha máxima conquista...

 

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros

Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,

E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,

E sobre mim de novo descerá...

 

Sim, descerá da tua mão compadecida,

Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.

E uma terra sem flor e uma pedra sem nome

Saciarão a minha fome.

 

 

José Régio

 

God’s Grandeur

Agosto 14, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

The world is charged with the grandeur of God.

It will flame out, like shining from shook foil;

It gathers to a greatness, like the ooze of oil

Crushed. Why do men then now not reck his rod?

Generations have trod, have trod, have trod;

And all is seared with trade; bleared, smeared with toil;

And wears man’s smudge and shares man’s smell: the soil

Is bare now, nor can foot feel, being shod.

 

And for all this, nature is never spent;

There lives the dearest freshness deep down things;

And though the last lights off the black West went

Oh, morning, at the brown brink eastward, springs—

Because the Holy Ghost over the bent

World broods with warm breast and with ah! bright wings

 

Gerard Manley Hopkins

D. SEBASTIÃO, Rei de Portugal...

Julho 28, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.

Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?

 

Fernando Pessoa

Mudam-se os tempos

Julho 27, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
muda-se o ser, muda-se a confiança; 
todo o mundo é composto de mudança, 
tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades, 
diferentes em tudo da esperança; 
do mal ficam as mágoas na lembrança, 
e do bem (se algum houve), as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto, 
que já coberto foi de neve fria, 
e, enfim, converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia, 
outra mudança faz de mor espanto, 
que não se muda já como soía.  

 

Luís Vaz de Camões

Cântico Negro

Maio 25, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces

Estendendo-me os braços, e seguros

De que seria bom que eu os ouvisse

Quando me dizem: "vem por aqui!"

Eu olho-os com olhos lassos,

(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)

E cruzo os braços,

E nunca vou por ali...

 

A minha glória é esta:

Criar desumanidade!

Não acompanhar ninguém.

- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade

Com que rasguei o ventre à minha mãe

 

Não, não vou por aí! Só vou por onde

Me levam meus próprios passos...

 

Se ao que busco saber nenhum de vós responde

Por que me repetis: "vem por aqui!"?

 

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,

Redemoinhar aos ventos,

Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,

A ir por aí...

 

Se vim ao mundo, foi

Só para desflorar florestas virgens,

E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!

O mais que faço não vale nada.

 

Como, pois sereis vós

Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem

Para eu derrubar os meus obstáculos?...

Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,

E vós amais o que é fácil!

Eu amo o Longe e a Miragem,

Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

 

Ide! Tendes estradas,

Tendes jardins, tendes canteiros,

Tendes pátria, tendes tectos,

E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...

Eu tenho a minha Loucura !

Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,

E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

 

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.

Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;

Mas eu, que nunca principio nem acabo,

Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

 

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!

Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: "vem por aqui"!

A minha vida é um vendaval que se soltou.

É uma onda que se alevantou.

É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou

- Sei que não vou por aí!

 

José Régio

Vida adulta

Maio 11, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

O que é ser adulta? Uma pergunta que paira na minha mente desde que tenho memórias, decidi usar esta coisa maravilhosa que é o Google para ver o significado:

"

  • que ou o que atingiu o máximo do seu crescimento e a plenitude das suas funções biológicas.
    "homem, animal, planta a."
     

A resposta parece simples, no entanto a mim pessoalmente não me diz grande coisa. Quando era mais jovem, especialmente durante a minha "adolescência" (e as famosas crises e dilemas tão típicas desta fase) passava a vida a ouvir as pessoas "tão crescidas" dizerem-me "quando fores adulta vais compreender" e/ou "quando cresceres vais entender as coisas de forma diferente", e mais umas quantas frases super cliché, isto na altura deixava-me com a impressão que quando me tornasse adulta ia receber uma espécie de revelação incrivél e que seria transformada para o resto da minha vida...Yeah right

Hoje com 25anos, a vida supostamente feita (segundo os objectivos ideais das pessoas crescidas que me deram vida e educação), ainda não obtive a tal revelação incrivél. Portanto chego a duas possíveis conclusões a primeira sendo ela que deram-me todos uma grande tanga e que aquela conversa da treta era só para intimidar. A segunda opção é de que estavam sob efeito de alguma ilusão deprimente.

Hoje em dia continuo a ter as mesmas crises existênciais que tinha aos 13 anos (talvez mais), e também passei a ter novas crises. Continuo sem perceber as pessoas crescidas da minha vida (familia nuclear) e a insistência das mesmas em quererem (na altura) impôr-me os seus julgamentos baseados em "ouvi dizer que" e opiniões alheias, insistência em quererem moldar-me em algo que não era, nem sou! Na altura diziam-me que tudo aquilo era para meu bem, no entanto não resultou, diria mesmo que o deu no resultado contrário.

A unica coisa que pude confirmar é que os adultos conseguem ser mais criancinhas e fazer mais birrinhas do que uma criança de 5 anos. As pessoas crescidas são más, julgam e condenam o próximo pelo que faz e pelo que não faz, oferecem um sorriso na cara e uma facada nas costas, são hipócritas e miseráveis.

Ser adulta é sinceramente uma decepção...

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