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O meu pensamento

O meu pensamento

The house with the poppy flowers

Junho 18, 2020

Isis Erzsébeth Báthory

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What a miracle it was to get a bedroom at DP,

After surviving the ultimate sin.

At DP they filled me with hopes that I could still live and be happy,

but then they threw me out onto the cold streets.

Don't worrt though, I still have my plan F.

I am only here because I needed to be run over once more.

I can't feel a thing, so I'll jump down into the deep down darkness.

This time there will be no lover to save me because I killed him 

the first time I tried to jump.

 

Quick fix

Fevereiro 08, 2020

Isis Erzsébeth Báthory

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The darkness within channelling

My own pathetic end.

Sympathetic words you had for me,

I wished you'd saved them, 

Only needed the warmth and safety of your arms.

I walked for miles and found myself standing by your door,

Trying to find a quick fix for the excruciation.

Shattered dreams of happiness

The wild river runs in its full strength as I lay 

Trying to die, with part of me hoping for you to show up,

Hold me tight in your arms, don't say anything, just hold me tight.

But you never showed up

The river came and with it I vanished.

Red velvet and stiletto heels

Setembro 10, 2019

Isis Erzsébeth Báthory

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You feel the ecstasy as you watch me 

Lick my sour apple lollipop 

Return the kindness by having a slice 

of my homemade red velvet.

Get down on all fours and get real high with me

and please me real well.

Clueless love

Setembro 09, 2019

Isis Erzsébeth Báthory

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I left my majestic cloak by the edge of your bed

Like a cold warning to any unwanted competitors 

That I exist in your life.

My mind and heart are constantly overwhelmed

With confusing visions of both happiness by your side

or a sad dance on a grave.

Do you feel equally insecure in us?

Or are my insecurities unreasonable?

Have I caught a lie of yours or were you just confused?

Do you know what you want from me?

When I try to flee you hold my arm and tell me to stay beside you

If I come close to you, you make me feel unwanted

And politely discharge me

Are you playing me?

 

Far from each other

Fevereiro 08, 2019

Isis Erzsébeth Báthory

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We've waited months for this
You were so excited you got sick for it
I wish I had found some obtuse excuse not to make it
We didn't think this day would end
I hoped we'd want to see the stars 
Sprawled across the universe
As we'd get to know each other
But you much rather preferred an orange project
You wanted casual nudity
Popping some champagne with Molly
I'd give you my love
And let you float in me
Neither of us thought tonight could ever be so far from us
Just try to see me in the dark
Feel the fear before you come by
I really wanted this to work
But I had my faith
And so you pulled out
As you grow silent I hold my breath 
If only you were sure it was safe and sound
Rather than a long long wait
And far away from each other we went

Mudam-se os tempos

Julho 27, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
muda-se o ser, muda-se a confiança; 
todo o mundo é composto de mudança, 
tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades, 
diferentes em tudo da esperança; 
do mal ficam as mágoas na lembrança, 
e do bem (se algum houve), as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto, 
que já coberto foi de neve fria, 
e, enfim, converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia, 
outra mudança faz de mor espanto, 
que não se muda já como soía.  

 

Luís Vaz de Camões

Cântico Negro

Maio 25, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces

Estendendo-me os braços, e seguros

De que seria bom que eu os ouvisse

Quando me dizem: "vem por aqui!"

Eu olho-os com olhos lassos,

(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)

E cruzo os braços,

E nunca vou por ali...

 

A minha glória é esta:

Criar desumanidade!

Não acompanhar ninguém.

- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade

Com que rasguei o ventre à minha mãe

 

Não, não vou por aí! Só vou por onde

Me levam meus próprios passos...

 

Se ao que busco saber nenhum de vós responde

Por que me repetis: "vem por aqui!"?

 

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,

Redemoinhar aos ventos,

Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,

A ir por aí...

 

Se vim ao mundo, foi

Só para desflorar florestas virgens,

E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!

O mais que faço não vale nada.

 

Como, pois sereis vós

Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem

Para eu derrubar os meus obstáculos?...

Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,

E vós amais o que é fácil!

Eu amo o Longe e a Miragem,

Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

 

Ide! Tendes estradas,

Tendes jardins, tendes canteiros,

Tendes pátria, tendes tectos,

E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...

Eu tenho a minha Loucura !

Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,

E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

 

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.

Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;

Mas eu, que nunca principio nem acabo,

Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

 

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!

Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: "vem por aqui"!

A minha vida é um vendaval que se soltou.

É uma onda que se alevantou.

É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou

- Sei que não vou por aí!

 

José Régio

Vida adulta

Maio 11, 2018

Isis Erzsébeth Báthory

O que é ser adulta? Uma pergunta que paira na minha mente desde que tenho memórias, decidi usar esta coisa maravilhosa que é o Google para ver o significado:

"

  • que ou o que atingiu o máximo do seu crescimento e a plenitude das suas funções biológicas.
    "homem, animal, planta a."
     

A resposta parece simples, no entanto a mim pessoalmente não me diz grande coisa. Quando era mais jovem, especialmente durante a minha "adolescência" (e as famosas crises e dilemas tão típicas desta fase) passava a vida a ouvir as pessoas "tão crescidas" dizerem-me "quando fores adulta vais compreender" e/ou "quando cresceres vais entender as coisas de forma diferente", e mais umas quantas frases super cliché, isto na altura deixava-me com a impressão que quando me tornasse adulta ia receber uma espécie de revelação incrivél e que seria transformada para o resto da minha vida...Yeah right

Hoje com 25anos, a vida supostamente feita (segundo os objectivos ideais das pessoas crescidas que me deram vida e educação), ainda não obtive a tal revelação incrivél. Portanto chego a duas possíveis conclusões a primeira sendo ela que deram-me todos uma grande tanga e que aquela conversa da treta era só para intimidar. A segunda opção é de que estavam sob efeito de alguma ilusão deprimente.

Hoje em dia continuo a ter as mesmas crises existênciais que tinha aos 13 anos (talvez mais), e também passei a ter novas crises. Continuo sem perceber as pessoas crescidas da minha vida (familia nuclear) e a insistência das mesmas em quererem (na altura) impôr-me os seus julgamentos baseados em "ouvi dizer que" e opiniões alheias, insistência em quererem moldar-me em algo que não era, nem sou! Na altura diziam-me que tudo aquilo era para meu bem, no entanto não resultou, diria mesmo que o deu no resultado contrário.

A unica coisa que pude confirmar é que os adultos conseguem ser mais criancinhas e fazer mais birrinhas do que uma criança de 5 anos. As pessoas crescidas são más, julgam e condenam o próximo pelo que faz e pelo que não faz, oferecem um sorriso na cara e uma facada nas costas, são hipócritas e miseráveis.

Ser adulta é sinceramente uma decepção...

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