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O meu pensamento

O meu pensamento

Vocês são maus e gays

Maio 29, 2009

Isis Erzsébeth Báthory

Quer dizer

não comentam

mas depois reclamam que ando desaparecida....

Vão ter de se ajoelhar....

E quero o mundo para mim...

E quero um Mana-Sama, e quero um Kozi, e quero uh, quero, uh xa ver, quero um mundo inteiro...

 Quero um gelado, quero pipocas, quero algodão doce, e isto, e aquilo e mais não sei o quê...

 

E quero o 達也

 

Mas vou-me embora

Devdas

Maio 10, 2009

Isis Erzsébeth Báthory

                               

Ora bem, ontem tive finalmente a oportunidade de ver o filme "Devdas", já ando para o ver há coisa de 1ano (seriously), mas ainda não tinha encontrado com legendas...

Ora bem, é um filme lindo, mas o fim é extremamente triste, para mim que choro baba e ranho por tudo e por nada...

Neste filme tambem entram dois actores que gosto imenso, eles são Aishwarya Rai e Shahrukh Khan (passei a adorar o Shahruhk, desde que vi o desempenho dele em Khabi Kushi Khabi Gham), este filme conta ainda com a participação de Madhuri Dixit (isto é a desempenhar os papeis principais).

Esta versão que vi ontem é já a terceira versão, primeira versão a cores, baseada na obra "Devdas"  de Sharat Chandra Chattopadhyay.

Devdas, conta a história de Devdas Mukherjee e Parvati (ou "Paro") Chakraborty, Devdas e Paro eram amigos desde infância, quando Devdas foi enviado para Inglaterra para estudar direito, Paro manteve uma vela acesa, essa vela era chamada de "Devdas", ela protegeu sempre a chama da vela, e nunca deixou que ela se apagasse. Ambas das familias tanto de Devdas como de Paro, sempre pensaram em casar os filhos, mas quando Devdas volta de Londres, em vez de ir logo para casa, passa primeiro na casa de Paro, o que faz com que a familia de Devdas passe a odiar a familia de Paro (eish, que exagerados).

A mãe de Devdas com ciumes de Paro, convida a mãe da mesma, e Paro, para irem a casa dela, dando a entender que era para falar do casamento de Paro com Devdas, mas na verdade a mãe de Devdas queria apenas humilhar Paro e a sua mãe, esta por sua vez (mãe de Paro) promete que haveria de casar sua filha com um homem muito mais rico. E assim foi depressa arranjou um noivo, um homem com idade para ser pai de Paro, um aristocata, viuvo e com 3 filhos já crescidos, no dia do casamento de Paro, Devdas tenta impedir o casamento, mas Paro nega-se a ir com Devdas (devido a razões que podem ver no filme, num posso contar tudo). Devdas torna-se então um alcólico e passa a viver num bordel que é onde conhece Chandramukhi, que se apaixonou por ele, mas Devdas só pensa em Paro. Devdas acaba por descobrir que tem uma doença fatal, e que se voltar a beber nem que seja uma gota de alcool, ele morre. E assim se passa, ele volta a beber, e quando começa a sentir a sua morte, vai até à porta de Paro...

 

Ok, I know as minhas explicações de filmes são terriveis...Mas aconselho mesmo a verem o filme...É lindo...

 

 

 

 

- Trailer do filme

Musica "Dola Re Dola", com video da parte onde dançam a dança de Durga...

A vida de um enfermeiro em Portugal.

Maio 06, 2009

Isis Erzsébeth Báthory

Olá, aqui há uns tempos li num blog http://porquedeixeideserenfermeiro.blogspot.com o texto que decidi postar hoje, pedi primeiro autorização para tal.

Nem eu nem o autor do blog, sabemos quem é o autor do texto, mas se por acaso o mesmo ler este post e se sentir incomodado, diga-me por email ( isis_bathory@sapo.pt ) que eu farei o "favor" de retirar o mesmo.

Decidi postar este texto, para sensibilizar as pessoas a verem como aqueles que tratam da nossa saude "sofrem" um bocado no nosso dia a dia...

Aqui  vai:

 

(Tomei a liberdade de publicar este texto que chegou à minha cx de correio electrónica. Desconhece-se o seu autor, decerto não levará a mal. - comentário do autor do blog, Guilherme de Carmo)


 

 
A UMA BOA CARTA PARA FAZER CHEGAR À MINISTRA DA SAÚDE.


 
Como Enfermeiro, estive hoje de greve assegurando cuidados mínimos. Revejo-me integralmente nas reivindicações da classe. Mas pergunto-me como as outras pessoas vêm a nossa classe, a nossa profissão, a nossa posição na sociedade. Será que não seremos o parente pobre de um sistema de saúde que só tem olhos para outros interesses…


Sou licenciado. Ganho como bacharel ou nem isso. Deveria fazer 140h por mês e trabalho 160 ou mais. Não recebo nada por essas horas a mais, acumulando horas. Tenho colegas com quase 200h positivas, ou seja, 200 horas que prestaram serviço de qualidade e que não viram compensado o esforço, e porque não dizê-lo, dedicação à causa pública, fazendo os possíveis todos os dias para não faltar nada em termos de cuidados de enfermagem. Essas 200 horas deveriam ser pagas como extraordinárias, ou melhor ainda, deveriam ser realizadas por um dos 5mil enfermeiros que actualmente não tem emprego. No meu serviço devem-se mais de 2000h. No meu hospital há umas dezenas de serviços e a média é nalguns casos superior. Devem-se no país, talvez um milhão de horas de cuidados. O que daria trabalho a mais 7000 Enfermeiros. E já nem estou a falar no aumento do numero de enfermeiros por cada turno, senão o número teria de ser ainda maior. No meu serviço, para 32 doentes, podem estar apenas 2 enfermeiros de serviço. E ao contrário do que por vezes pensamos (os enfermeiros pensam) só temos 2 mãos, 2 olhos, 2 pernas e 1 cabeça. E não somos omnipresentes.


Sou contratado há mais de 4 anos, trabalhando um pouco à margem da lei com contratos de 6 meses 'miraculosamente' renovados. Mas será que algum dia deixarão de precisar realmente dos enfermeiros para termos um contrato tipo 'hipermercado' ou pior? Depois, nestes 4 anos vi o meu ordenado ser aumentado pouco mais de 40€, ou seja 10€ ano. Não subi nenhum escalão, grau, etc, porque simplesmente não há carreira de enfermagem definida, e como contratado a coisa complica-se. Qual é o meu estímulo todos os dias? Apesar de ainda adorar o que faço, trabalho porque preciso do €€€€. É frustrante pensar que todos os anos ao contrário do que deveria ser, ganharei menos. Deveria ganhar como licenciado e ganhar horas extras se me fossem exigidas. Eu que ganho 6,5€ à hora, bem menos que alguns funcionárias da limpeza (sem desprimor para o seu trabalho), não me pagam horas extra. Mas pagar 2500€ por 24h de um médico, já é moralmente e legalmente aceite. Deixemos de ser hipócritas. Sou mal pago. Sinto todos os dias na pele, o peso e o risco desta profissão, que não é dar injecções e medir tensões. Está redondamente enganado quem dessa forma pensa. Somos um elo central nas relações clínicas, um peça chave. Quem esteve internado e já precisou de nós saberá a que me refiro. Formação adicional é sempre condicionada pelos serviços e instituições, num país que quer ter miúdos com computadores por todo o lado, num país em que se não formos doutores não somos ninguém, mas apelar a uma formação contínua, tendencialmente gratuita, é só para outras classes. A qualidade afinal é para outros verem. O doente que se trame.


Se tenho um curso de suporte básico de vida, devo-o a mim. 200€ e tem de ser renovado em 2-3 anos.
Se tenho um curso de suporte avançado de vida, devo-o a mim. 400€ e renovado em 2-3anos.
Se quero ser especialista, terei de ter pelo menos mais 6000€ de propinas para pagar. E depois, esperar que me aceitem numa instituição, que abram concursos, que se desbloqueiem verbas, etc. Um médico depois de médico torna-se especialista praticamente sem ir à escola em 6 anos. A prática é quase tudo. Nós seremos muito diferentes? Se quero tirar uma pós-graduação ou mestrado, arrisco-me a queimar as pestanas e tirar tempo à família, não esquecendo mais 3000€ ou 6000€ de propinas. Em troca recebo mais 0€ ao fim do mês. É isto um estímulo ao desenvolvimento? É assim que a profissão está. É assim que nos sentimos.

 

 

 

 

 

Agora, se me fizerem o favor...Pensem no "assunto", e pensem até melhor quando forem dizer algo como "os enfermeiros são uns ignorantes que não sabem nada", pois, eu cá depois do que tenho vindo a constatar, penso tal coisa mas dos senhores "médicos"...

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