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o-meu-pensamento

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Uma ilusão de amor

Fevereiro 01, 2010

Isis Erzsébeth Báthory

Pega na vela e

Passa-a à pelo meu  rosto,

Não o consigo sentir...

Há um passar a sobrevoar o rio,

Mas ele não nos vê...

O meu navio afundou há já algum tempo,

E agora é a minha vez,

Pois não consigo nadar neste mar de ilusão,

Consigo ouvir, outras pessoas a

Implorarem por ajuda,

Mas não há ninguém à vista,

E também não há nenhum barco de socorro,

Talvez, estejamos todos destinados

A nos afundarmos na no mar de ilusão, no mar onde o podre

Permanece até não mais,

O cheiro é pestilento, e dificil de respirar...

São minutos,

São horas,

São dias, perdidos,

Neste mar, coberto pelo podre da humanidade...

Perdemo-nos para morrer!

Morremos pois somos podres,

Estamos aqui para morrer e

Alimentar os abutres que

Consigo agora ver a voar...

Mas eu ainda vivo,

Ainda estou viva,

Um pouco como uma mentira...

E o amor?

O amor é apenas mais ilusão...

Caminhas na luz do tempo,

És a vaidade em pessoa,

Vejo copos, garrafas, mas tudo vazio,

Tenho sede, mas a àgua está salgada e podre,

E eu sinto-me assim a morrer,

A morrer de sede...

Ainda que não sinta a chama da vela,

Sinto o meu coração a queimar...

Consigo ouvir o choro desesperado da criança,

Que vê agora a mãe a morrer,

A entregar-se numa bandeja de ouro,

Aos abutres...

Há mentira na minha respiração,

O mundo está a arder,

Há cinzas por todo o lado,

Elas saiem do meu coração...

Estou cega de raiva, e cega de dor,

Surda de amor, e não consigo falar, pois tenho medo...

Perdi a razão,

Por ser podre, tão podre como todas estas pessoas

à nossa volta...

Já não reconheço a tua voz,

Já não reconheço a tua face,

Mas sei que te amo...

Amo-te, e até isso é apenas uma ilusão...

Sinto-me amaldiçoada,

E sinto-me amaldiçoar-te a ti também em minhas memórias,

Peço que te vás embora...

Ainda assim deitas-te na minha sepultura,

E abraças-te a ela,

Como se me abraçasses a mim,

Sinto o teu calor...

Mas até o teu calor é apenas uma ilusão...

 

 

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